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email do dia de S.Valentim 2º Lugar

 

Já não consigo aguentar

Com esta coisa para dizer.

Pensei nisto o dia inteiro

Porque te amo a valer

 

Pode ser embaraçoso,

Pode fazer-me chorar.

Por favor, não gozes comigo

De cada vez que te olhar.

 

Não escolhi, teve de ser

Agora não sei o que fazer.

De cada vez que falas comigo,

Meu corpo fica a tremer.

 

Curioso sentimento,

Pode tornar-se um tormento.

Se me continuares a ignorar,

A minha vida é um lamento.

 

Tanta coisa para dizer

Coisas simples, podes crer.

Mas difícil de fazer

Se o coração queres oferecer.

Ana Catarina Pereira de Almeida Costa, 7ºA, nº1

email vencedor do dia de S.Valentim

11ºPCC e o AMOR

No amor tudo é possível.
Nada é inadmissível.
Nem a mais bela paisagem da natureza…
Se compara á tua graciosa beleza.

É preciso uma data para o amor fluir?
Em cada momento há a oportunidade de o exprimir.
E assim em teus olhos cintilante.
Descobri eu a estrela mais brilhante.

Na crise da adolescência o cupido me tocou,
E S.Valentim o teu nome revelou.
Então meu coração bateu mais forte…
Senti-me um jovem com sorte.
Descobri eu pela 1º vez o amor,
Como se fosse o desabrochar de uma flor!
Sinto que há um sentimento em mim,
Que me vai acompanhar até ao fim.

Na aula de Área de Integração
Surgiu a nossa inspiração.
Mesmo antes da saída para almoçar
O poema tivemos de elaborar.

Alunos do 11ºPCC

Manifesto a favor da Paz

Manifesto a favor da Paz

Quem sabe quantas guerras se estão travando, neste instante; quantos olhares vidraram no infinito vazio, no segundo passado; quantas crianças perderam o seu futuro, há uma hora atrás; quantas mulheres choraram sua dignidade, ontem; quantos de NÓS colheram as balas da bélica soberania, ao longo de todo o tempo… Quem sabe…
Digam-me, como podemos ser melhores, se nem sabemos “ser”? “A paz é a única forma de nos sentirmos realmente humanos”, dizia Albert Einstein. Talvez tenhamos perdido a noção de Humanidade, exagerado o conceito de “Eu” e deixado o tempo levar rumo à vida…
Então, a luz incidiu sobre nós, por milésimos de segundo, e… era tarde! Assim, deixamos a autodestruição continuar, matamo-nos mutuamente. Quem não aguenta a consciência não olhe, não pense, construa o seu universo paralelo!
Quem somos nós, sim, nós, aqui e agora, para julgar quem soou o sinal de partida? Todos somos consequência do processo vicioso e, na mesma batida, somos parte dele. A Paz deve começar no particular, a fim de se manifestar e alastrar ao universal. Será que se vive em paz consigo, no seu mais profundo e recatado íntimo?
Revoltemo-nos! Iniciemos um novo ciclo! Tornemos real o que tantos imaginaram! Não é tarde enquanto o tempo ainda passa! Edifiquemos a paz, porque, sinceramente, somos todos um – o Homem de hoje e de sempre!
Que importa tudo aquilo em que diferimos? Diversos e singulares, pequenos milagres andantes, cada um, uma nova curiosa forma viva, é isso que nos caracteriza. Ainda assim, apesar de todas as dissemelhanças, vivemos na Natureza, pertencemos-lhe como seus filhos e, também, seus subordinados. Portanto, vivamos com ela, em Paz, interior e exterior, pois de nada vale espalhar a morte, o terror… Tudo vai e a Natureza fica, fiquemos também! Tranquilos, unidos, sob o mesmo céu, pintemos de branco os nossos dias, divulguemos o nosso sonho e façamos com que ele perdure com o tempo. Fiquemos assim, eternamente.
Baixemos as armas e enlacemos as mãos, manifestemo-nos pela Paz! Vamos lutar para que mais ninguém tenha de lutar! Isso mesmo, as nossas bombas de esperança e vontade destruirão qualquer injustiça ou desigualdade. Combatamos de sorriso aberto e com os braços acolhedoramente estendidos!
Comecemos agora mesmo! Renunciemos de toda a mágoa, rancor, ciúme ou raiva que nos consome. Comprometamo-nos, perante nós próprios e os outros, a gritar aos sete ventos esta nossa pacífica causa.
Demos as mãos, pela Paz, por si, por mim, por nós, por eles, pelos que já foram, pelos que ainda vêm, pela Natureza e por todos! Enlacemos as mãos, suave e carinhosamente, para nunca mais as largarmos!
E assim, um dia, morreremos, finalmente e verdadeiramente… em Paz!

-Flávia Lopes
(nº16 ; 12ºF)

Poemas de Fernando Pessoa Ortónimo

O meu sentimento é cinza
Da minha imaginação,
E eu deixo cair a cinza
No cinzeiro da Razão.
…………………………………………………..
………………………………………………….
A ARANHA do meu destino
Faz teias de eu não pensar.
Não soube o que era em menino,
Sou adulto sem o achar.

É que a teia, de espalhada
Apanhou-me o querer ir…
Sou uma vida baloiçada
Na consciência de existir.

A aranha da minha sorte
Faz teia de muro a muro…
Sou presa do meu suporte.

Blog do nosso aluno Pedro Afonso

Vejam o blog do Pedro Afonso aluno da ESCA. www. cantautorvisual.blogspot.com

 

Barbies de plástico

«A aparência vai tomando conta até da vida privada das pessoas. Não importa ter uma existência nula, desde que se tenha uma aparência de apropriação dos bens de consumo mais altamente valorizados.»

Agustina Bessa-Luís, Dicionário Imperfeito, Lisboa, Guimarães Editores, 2008

 

Diz-se que a beleza é a melhor chave para o sucesso. Aliás, encontra-se enraizada, na nossa sociedade, a ideia de que uma pessoa possuidora de um aspecto atrativo, quer por beleza natural ou posteriormente adquirida, tem um caminho facilitado para a obtenção daquilo que ambiciona.

Bom, poderiam considerar um conceito ridículo, da esfera do absurdo, no entanto constata-se, múltiplas vezes, verídico. Já não valemos por aquilo que somos ou por o que desenvolvemos com esforço, estimamo-nos pelas nossas “capas”, pois a preguiça cansou os olhos para ler o interior.

Superficialidade é o critério para tudo. Tomando como referência um conceito estigmatizado e pré-concebido pelos gigantes avantesmas da moda, julgamos um simples alguém que se avista pelas ruas deixando transparecer a inveja e a abdicação da razão e liberdade a que nos sujeitamos. Cruel, mas verdade! Nem nas nossas singelas vidas nos encontramos a salvo do olhar invejoso. Retomando o pensamento, basicamente, podemos possuir um carácter escabroso ou nem o possuir, ainda assim desfilando os bens das marcas certas, passamos de pobres coitados a alguém de alto estatuto, merecedor de respeito.

Para além das críticas de que somos vítimas, a veleidade doentia da aparência ataca-nos em actos como entrevistas de emprego. Entre dois candidatos, chega a ser doloroso quando alguém menos qualificado, mas mais atrativo é contratado enquanto a candidata mais indicada, talvez menos detentora de atributos físicos, foi rejeitada por ser incapaz de diariamente deliciar os olhos do chefe.

Beleza é, erradamente, sinónimo de excelência e perfeição. Pessoas belas são mais capazes, melhores pessoas, mais poderosas e têm relacionamentos perfeitos. Então, continuemos a fechar as nossas mentes e, brevemente, seremos sociedades compostas por barbies plásticas, cheias de nada.

 

Flávia Lopes, nº 16 do 12º F

O ambiente na ESCA. A ESCA pelo ambiente.

O ambiente na ESCA. A ESCA pelo ambiente.
A ESCA tem bom ambiente. Diz-se, e é verdade. Numa comunidade tão alargada, e com pessoas tão diversas, o modo de convivência é globalmente bom. Bom por ser de liberdade responsável. Bom por haver resultados do trabalho feito. Bom porque a generalidade dos “utentes” querem que assim seja e para isso contribuem.
Mas, o conceito de ambiente tem outros significados e outras implicações. No domínio das ciências da natureza, ambiente é o nome que designa o meio que nos rodeia. Meio que precisamos conhecer e cuidar, preservando as condições que nos propiciam uma vida com qualidade. Precisamos de ar puro, de água limpa, de alimentos de qualidade, de energia para diversos fins, de higiene e conforto dos espaços e, também, de relações de convivência que nos tornem seres sociais comprometidos e realizados.
Na ESCA temos agora instalações que, não sendo perfeitas, estão substancialmente melhoradas. Porém, os espaços cresceram e é necessário mantê-los limpos e acolhedores. Mantê-los limpos consegue-se de duas maneiras conjugadas: evitando sujar e limpando quando necessário. Não sujar ou evitar sujar é fundamental, e traduz-se em ter cuidado em não deixar ou deitar papéis e goma elástica fora dos cestos, não riscar o mobiliário nem as paredes, proceder com higiene nos sanitários, etc. Quanto mais evitarmos sujar e danificar o material menos despesa se faz em limpeza e reparações. Como a manutenção das escolas se faz com recurso ao erário público (dinheiro do estado), quanto maiores forem as despesas maiores têm que ser os impostos, e os impostos são as quantias que os cidadãos pagam para que o estado cuide do bem público. Por outras palavras: quanto mais desperdiçarmos maiores são as quantias que, mais tarde ou mais cedo, todos vamos ter que pagar para cobrir esses gastos…
Para um bom ambiente no interior da escola á ainda necessário circular adequadamente nos corredores e escadas e moderar a produção de ruído, que cansa mesmo os seus autores, os quais devem procurar outas formas de dissipar energias, e agride os ouvidos e a sensibilidade dos que amam tons mais serenos…
Voltando aos espaços da ESCA não podemos esquecer as zonas de jardim ou de árvores, os pátios e recreios, as escadas e acessos bem como os recintos para a prática de educação física e desporto. Nesses locais, como no espaço coberto, o zelo e cuidado devem ser os mesmos. Pelas mesmas razões. E a somar a tudo isso não nos fica mal uma pontinha de orgulho por vermos a nossa Escola bonita, asseada e convidativa. Passamos nela muitas horas por dia, uma fração significativa da nossa vida, um tempo importante na formação de alunos, na realização de professores, na manifestação de empenho de técnicos e funcionários, aspetos dependentes do brio e dedicação de cada um. Donde, todos aqui deixam o seu contributo e recebem ou usufruem do dos restantes para que a ação conjunta da escola colha o melhor êxito.
E se, modesta e firmemente, pensarmos que podemos e devemos transportar esta atitude para as nossas casas, para as nossas ruas, para a nossa cidade, e para todo e qualquer sítio onde nos encontremos, em qualquer momento das nossas vidas, então é legítimo supor que estamos no bom caminho para criarmos um ambiente (muito) melhor.
Que assim seja.
Cordialmente.
José Batista da Ascenção
PS: Este texto foi inspirado em conversa havida com alunos do 12º B. Para eles um agradecimento.

“Nevoeiro”, de Fernando Pessoa

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer ―
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro…
Ó Portugal, hoje és nevoeiro…

É a Hora!

 

Fernando Pessoa, Mensagem

A “Prece” de Fernando Pessoa

PRECE

Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.

Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.

Dá o sopro, a aragem — ou desgraça ou ânsia —,
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistemos a Distância —
Do mar ou outra, mas que seja nossa!

Fernando Pessoa, Mensagem

A mais bela carta de amor

Meu amor!
Hoje senti necessidade de te falar, antes que o tempo me roube a vida e as palavras.
Eu sou aquela que te conhece bem, sou aquela que todos os dias olha para ti e pensa se tu serás feliz…será que és feliz?
O teu olhar muitas vezes distante, cujo corpo permanece na terra mas que me faz pensar que tens um pássaro dentro da alma, que de vez em quando solta as amarras, e sai pelas janelas dos teus olhos, não sabe ao certo por onde vai, nem para onde…
Ele apenas quer sentir a aragem do vento, e serenar o seu peito dorido
…Depois…depois, ele volta, entra por onde saiu, e na sua entrada contrariada, ele deixa um rasto de água, que tu tens o cuidado de verter em forma de lágrima, que rola pela tua face, não deixando afogar o pássaro que vive dentro de ti.
E eu não deixo que a lágrima vertida se perca no teu rosto, com cuidado… com muito cuidado, pego nela e meto-a dentro do meu coração, aos poucos essa lágrima transforma-se num rio, que corre de encontro ao mar, ao mar das nossas emoções.
Meu amor desejava eu que esse pássaro não se sentisse aprisionado, desejava eu que esse pássaro se sentisse livre, para voar cada vez que lhe apetecesse, mas…ao invés disso eu sinto que sou aquela que construiu as grades para o pássaro da tua alma.
O amor não é prisão, nem medo…
Meu amor depois de pensar , por momentos, que esse pássaro poderia voar para longe de mim para sempre…rasga-se-me o peito e a alma, em mil fragmentos, pois jamais eu seria o que sou, tu fazes parte da minha história, tu és o único que conhece todos os jardins da minha alma, todos os labirintos, todos os caminhos inacabados, todos os horizontes apagados.
Tu és quem conhece os meus medos, talvez por isso instintivamente construo uma prisão, para que o pássaro da tua alma permaneça enjaulado sem asas para voar.
Será amor ou egoísmo?
Não sei…só sei que te quero ter aqui, perto, para que eu te possa sentir, ver, e amar.
Entro em contradição, pois quem ama, liberta, quem ama respeita, quem ama deixa viver, quem ama não faz sofrer.
Talvez , e sem me aperceber, sou eu a escrava deste amor!!!

Rosa Maria Silva (EFA B3) — 1º prémio de carta