Poesia de Cândida Esteves Soares

Saio de mim

Viajando pelas páginas da vida,

Soltando amarras

Em cada partida.

Nas marés

Embalo  o barco da ilusão

Sempre nova,

Irrepetida.

Solto o vendaval

E a fúria desse mar

Em  vagas de espuma e sal,

Temo por vezes o incerto,

Sem avistar a ilha onde aportar…

E a solidão  corrói

A alma deste vagabundo do mar…

Mas foi-se a escuridão ,

O azul se abriu ao longe

E  o canto  da brisa envolve-me

Outra vez, irresistível…

É já além o porto, talvez ,

Para ficar…

 

Cândida Esteves Soares

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    • Ana Macedo
    • 31 de Janeiro, 2014

    Acabei de saborear uma bela poesia! Parabéns Cândida! Despertas a alma e o sorriso que são irmãos gémeos… Continua! Um grande abraço. Ana

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