Cidadania: uma pedra no caminho?

Seminário “Cidadania: uma pedra no caminho?”

 

No passado dia 3 de maio de 2013, decorreu no auditório do Agrupamento de Escolas Carlos Amarante, o seminário “Cidadania: uma pedra no caminho?”

Este evento decorreu no âmbito do ano europeu do cidadão, cuja organização surgiu de uma colaboração entre o Centro Europe Direct de Ponte de Lima, a Biblioteca e os Grupos de Educação Especial deste agrupamento de escolas.

Importa referir que a acessibilidade foi garantida a todos os participantes, durante a realização do seminário, dado que foi fornecida documentação impressa em Braille a todos os cegos, e assegurada a tradução para voz e para Língua Gestual Portuguesa, pelos intérpretes da escola, Marisa Moreira, Susana Branco, Susana Rodrigues e Eduardo Coelho.

A atividade foi oficialmente aberta pela presidente da CAP, professora Hortense Santos, que acompanhou os convidados, na visita à exposição da pintora surda convidada, Eliana Teixeira.

O primeiro painel “Que caminhos para a Europa?” abriu o seminário, sendo constituído pelo engenheiro Abraão Veloso e pelo eurodeputado José Manuel Fernandes, contando com o jornalista Paulo Monteiro, diretor do Correio do Minho, como moderador.

        Ao longo esta primeira parte, foram abordados temas como o papel dos centros Europe Direct no processo de construção europeia e a crise e futuro da Europa, seguido de um breve debate.

Cerca das 11h50, abriu-se o segundo painel intitulado “As pessoas com deficiência e a cidadania ativa: Que caminhos?”.

Ana Magalhães, professora especializada na área da deficiência auditiva, moderou este painel, que teve como oradoras Marisa Martinho, formadora de Língua Gestual Portuguesa, na ESCA e Eliana Teixeira, pintora, ambas surdas profundas, que neste seminário tiveram oportunidade de partilhar as suas histórias e experiências de vida, de formas distintas: a primeira fez-se ouvir, através da sua própria voz, deixando toda a plateia emocionada, pelo entusiamo e alegria refletido nas suas palavras simples, mas genuínas e a segunda fez-se ouvir através das mãos, em LGP, e pela intérprete Susana Branco que fez a tradução em simultâneo, para voz.

Estas duas palestrantes partilharam as suas histórias e experiências de vida, comparando os direitos das pessoas surdas em Portugal e no Mundo.

A sessão de encerramento foi presidida pelo coordenador da Biblioteca, o professor Sérgio Morais, que partilhou com o público uma pequena história, guardada desde a sua infância “O passarinho que transportava gotas de água para apagar um grande incêndio”, cuja lição de moral se apropriava ao tema do seminário, deixando toda a plateia a refletir.

O seminário terminou, com a fantástica atuação dum grupo de alunos da CERCI Fafe, que dançaram artisticamente, ao som de Beethoven, exibindo as vinte e sete bandeiras dos diferentes países da União Europeia.

Copiemos o passarinho e façamos a nossa parte!

Ana Maria MagalhãesImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagem

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